quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

(pausa para o café...)







(porque depois de ler centenas de páginas, um colírio vai bem - com todo o respeito, claro!)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sobre a intertextualidade rodrigueana

O autor era um dramaturgo obcecado pelos instintos humanos e, por meio da escrita, buscava denunciar um processo de desumanização, sobretudo por parte da elite brasileira da época (1940... 70..). Para ele, o homem fugia da sua natureza, caminhando rumo à racionalidade excessiva somada à ausência de sentimentos arrebatadores e, é diante deste contexto, que Nelson Rodrigues entendia a função do teatro: como um meio de trazer ao público sentimentos mais fortes, quiçá, a capacidade de se espantar.


"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."



sábado, 26 de setembro de 2009

Reticências



Mudam-se as paredes, as cores, as tendências. Os sentimentos, os rostos e quem se abraça. Transformam-se os dias, os meses e mesmo a rotina. Chegam-se as contas, as desventuras e os prêmios. Sente-se o cansaço. Pede-se compaixão. Busca-se amor.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

1 ano:



e a ligeira impressão de que 'pra sempre' é um período de tempo infinitamente curto.

{amouR}

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Angústia Desmedida.


Toque de mãos. Rosto no rosto. Coração com coração. Num piscar de olhos estou em meu quarto. Era tudo sonho. Nada além de uma linda ilusão. Que angustiou o coração. Nunca aconteceu. Pesadelo vão. E o sorriso se foi. Os pensamentos se quebraram. Palpitações. Os joelhos estremeceram. Os livros caíram. Um rubor tomou a face. E o olhar, outra direção.

- Doutor, vou morrer?

- Bem, minha jovem, a verdade é que desconheço tais sintomas. Mas acredito que seja aquele mal do qual se morre dia após dia, porém, continua-se vivendo.

- E que mal é esse?

- É o mal de amar.



[SANTOS, Natasha. Angústia Desmedida. In: Palavra Viva. Curitiba: UP, 2007. p.81.]

Depoimento Decorado.


Laços, embaraços, faltas e abraços. Todos os encontros são sempre como o primeiro: uma espera ansiosa e sem fim. Já as despedidas, carregadas de pesar. Um dia sem nos falarmos e falta alguma coisa. Dois dias sem nos tocarmos e acabou-se o mundo! Eu amo você. Mesmo que às vezes não pareça. Mesmo que às vezes eu me esqueça. Mesmo que um sorriso tímido não traduza.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A janela


As pessoas no ônibus parecem impessoais, com aqueles olhares perdidos de quem não conhece sequer seu destino. Barris carregados para qualquer porto. Parecem abismadas em suas tempestades cotidianas e desejam apenas chegar a algum paradeiro. Um lugar que quebre a monotonia insuportável dos barulhos dos motores, dos pensamentos enlouquentes, das desventuras imaginárias. Ou talvez, uma janela, pela qual se possa mergulhar no mar do surreal e, num passe de mágica, esquecer absolutamente tudo. Tudo o que por horas se tenta enterrar, mas que está sempre ali, cutucando ferimentos antigos. Enquanto isso, continua-se a caminho do ponto final. Que nunca custou tanto a chegar.


[SANTOS, Natasha. A janela. In: Palavra Viva. Curitiba: UP, 2007. p.81.]